Búzios na Mira !

Os tentáculos de Mário Peixoto, preso em operação “FAVORITO” da Polícia Federal nessa sexta-feira (15/05) parecem que se espalham por todo o Estado do Rio de Janeiro, e desembarcam com força na Região dos Lagos. A Federal agora vai investigar todas as “ligações perigosas” do empresário, e tentar ligar as peças de um ardiloso quebra-cabeças criminoso, que começam a se encaixar. Dá pra começar a entender, por exemplo, o suposto interesse do governador Wison Witzel pela administração da saúde pública em Cabo Frio, como foi anunciado na ocasião em que foi feita a troca do Secretário de Saúde, e veio para a cidade o Iranildo Campos.

Desde que o ex-deputado estadual pisou os pés para ser o titular da pasta da Saúde em Cabo Frio, o Plantão dos Lagos está denunciando que ele foi citado pela CPI dos Sanguessugas, como integrante da Máfia das Ambulâncias; e também citado em outra investigação da ALERJ, como integrante da Máfia dos Caça Níqueis. Em resumo: um suposto “mafioso”, que anda cercado de seguranças 24 horas por dia. Só isso já era o bastante para Iranildo estar bem longe dos cofres públicos, principalmente de uma pasta que vai gastar até $ 100 milhões, com vários contratados que poderão ser assinados sem licitação, em um único semestre.

Agora, vem o resto do Iceberg. Quando o Mário Peixoto foi preso, começaram a circular na imprensa as informações sobre os seus laranjas em todo o Estado, e já foi denunciado – e será alvo de investigação – que Iranildo Campos é de fato um “agente” do esquema de Mário Peixoto, vindo para a cidade justamente para tentar implantar o esquema criminoso de terceirização da saúde do município para a administração de Organização Social (OSs), o que justamente levou Peixoto e o deputado Paulo Melo para a cadeira. O esquema mafioso de Peixoto, Paulo Melo, que envolve o governador, o seu líder supremo, o Pastor Everaldo e mais um monte de gente, como o Plantão dos Lagos anunciou também na sexta-feira (CLIQUE AQUI PRA VER), já consumiu cerca de R$ 81 milhões em contratos suspeitos das empresas de Peixoto com o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

TENTÁCULOS EM ARRAIAL DO CABO E EM BÚZIOS

Faz parte ainda supostamente do esquema de Peixoto, também na Região dos Lagos, segundo as denúncias veiculadas na imprensa, um jovem político de Arraial do Cabo, que é pré-candidato a prefeito na cidade, e que receberia algo em torno de R$ 80 mil por mês de “mesada” do empresário. Esse tal político é conhecido na cidade como “Mandrake do IPTU”. Em Búzios, Peixoto também estava fazendo investimentos com o objetivo de ter mais um espaço para implantar a sua organização criminosa e estava financiando a campanha também de um candidato da oposição que ficou famoso há pouco tempo por “atropelar pessoas e fugir sem prestar socorro”. E já teria começado conversas com um suposto outro pré-candidato (os dois de oposição a André Granado).

GOVERNADOR INDICIADO PELO STJ EM OUTRA INVESTIGAÇÃO

Enquanto isso, o governador do Rio, Wilson Witzel, foi incluído em um inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que investiga um outro suposto esquema de corrupção na compra, pelo Governo do Estado, de respiradores destinados ao tratamento de pacientes infectados com o coronavírus, aliás respiradores esse que como a imprensa divulgou amplamente não servem para o tratamento de pacientes com a Covid-19. A operação “Mercadores do Caos”, que investiga se houve prejuízo aos cofres públicos com a aquisição dos equipamentos, é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio (MPRJ). O Tribunal de Contas do Estado (TCE) também apura o caso. Como o Governador tem foro privilegiado, parte da investigação foi deslocada para o STJ.

Policiais e promotores não explicaram o motivo da inclusão do nome do governador no inquérito, que corre sob sigilo. Segundo as investigações, houve várias irregularidades nos contratos celebrados para a compra dos equipamentos e nos pagamentos antecipados a fornecedores. Na terça-feira, a Justiça do Rio bloqueou bens e valores de três empresas contratadas pelo governo do estado para a aquisição dos respiradores. Os sócios das empresas também tiveram bens bloqueados. O ex-subsecretário estadual de Saúde Gabriell Neves é uma das pessoas investigadas. Três fornecedores de respiradores e um outro ex-subsecretário foram presos por supostas irregularidades em contratos emergenciais firmados com a justificativa de combater o coronavírus.

Categoria:Buzios News

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