EX-VEREADOR PROTOCOLA PEDIDO DE AFASTAMENTO DE HENRIQUE GOMES DA PREFEITURA DE BÚZIOS

Pedido é baseado na decisão que tramita junto à Comarca de Armação dos Búzios, que já colheu, na íntegra, um pedido anterior de afastamento do prefeito interino por crime de improbidade administrativa

A instabilidade política em Armação dos Búzios parece estar longe de acabar. Pelo menos essa a impressão causada com mais uma novidade que aconteceu nesta quinta-feira (15). O ex-vereador Manoel Eduardo da Silva, o Marreco, protocolou, diretamente na Câmara Municipal, um pedido de afastamento do prefeito interino da cidade, Henrique Gomes (DEM).

O pedido de Marreco se baseia na decisão que tramita junto à Comarca de Armação dos Búzios, que já colheu, na íntegra, um pedido anterior de afastamento de Henrique por crime de improbidade administrativa. Gomes conseguiu voltar às funções públicas por meio de uma liminar na Justiça. Recentemente, os advogados dele conseguiram uma outra liminar garantindo que essa mesma decisão voltasse para primeira instância.

O ex-vereador alerta que a situação vem gerando enorme instabilidade no município, já que o prefeito afastado, André Granado, briga por um novo recurso que garanta a retomada da chefia no poder executivo. "Assim como André Granado, Henrique Gomes não tem condição nenhuma de determinar o destino do município e, tampouco, de ser o responsável pelas verbas públicas", afirmou o vereador, complementando que Henrique tem dado destinação adversa aos recursos que foram planejados no orçamento de 2019.

Site entrou em contato com a presidente da Câmara, Joyce Costa, que informou que essa não é a primeira vez que o ex-vereador "protocola um pedido de afastamento. Ele já fez isso com André Granado", mas que o pedido será encaminhado à Procuradoria. A vereadora destaca que antes de ser colocado em votação, o pedido precisa ser aprovado com maioria de seis votos e depois ser estudado para verificar se não há nenhuma falha.

Site também entrou em contato com a assessoria de comunicação do prefeito interino que afirmou, em nota, que "a medida não tem embasamento legal que possa gerar um pedido de afastamento. O procedimento em questão nem mesmo retornou a comarca para ser julgado. Por tanto é inconsistente e infundado".

Categoria:Política